CABO VERDE VISTO PELO DIRECTOR

Cabo Verde é um pequeno pais com poucos recursos, e a sua economia não tem por isso possibilidades de gerar um daqueles milagres económicos que por vezes transformam rapidamente alguns estados.

Mesmo assim, esta nação crioula, que, de resto, extravasa generosamente o território do arquipélago de Cabo Verde, em comunidades que preservam a nossa cultura em variados países, desde Estados Unidos a Portugal, a França, Holanda, Itália e bastantes outros, sem por isso entrar em choque com essas comunidades de acolhimento, tem conseguido paulatinamente subir a vertente do progresso, elevando, sensivelmente o nível de vida do cidadão cabo-verdiano, escalando degraus de desenvolvimento, demonstrando ter conquistado um estado maduro e sustentável de convivência democrática, garantindo padrões de saúde e de segurança acima de alguns países que gozam já de procura turística significativa, atingindo um patamar de literacia notável, ao ponto de se preparar para verter no ensino escolar a sua rica experiência linguística tradicional crioula.

E neste contexto de auto-estima no que aos valores tradicionais, culturais e sociais diz respeito, por um lado; mas de abertura ao mundo (como demonstram essas comunidades espalhadas por continentes e ilhas), e também a morabeza acolhedora que caracteriza o nosso comportamento, não só entre nacionais mas igualmente para quêm nos visita, por outro lado, que o fenómeno espantoso do turismo ganha mais sentido e valor em Cabo Verde.

Por isso; venham todos conhecer este pais, feito de ilhas, mar, praias, história, cultura, musica, vales, montanhas, literatura e arte, mas sobretudo de pessoas, ávidas de dar e receber, de partilhar generosamente o que têm e de aceitarem e agradecerem a riqueza da própria partilha que é o acto turístico de quem escolher vir a Cabo Verde.

Manuel António (Patone) Lobo

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